Magia

É como um truque de magia

Que só tu esperas entender

O ilusionista é astuto e sapiente

E tu julgas perceber

Mas não entres no jogo

O perigo é eminente

Ele não sabe mais que tu, mas consegue

Na penumbra da noite

Diluir a confusão em ilusão

E só quem está de fora consegue ver

Ver com razão

Aquilo que tu vês sem visão

Eles sabem que ele mente

E tudo o que ele tente,

Não passa de mentira

A mentira que paira na tua cabeça

Mas que teima em desvanecer

Confusão do teu sentido, das tuas teimas e no teu ouvido

As vozes alheias são as que deves ouvir

Porque quando achas que o mistério se está a desvendar

Ele acaba de fugir

Das tuas mãos, imunes e ingénuas

Não caias na rasteira

E de uma vez por todas,

Foge dessa teia

Porque magia, ela não existe. Ela é o teu escape. A tua maneira de sorrir.

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O melhor para agora.

Todos nós sofremos um bocadinho desta patologia. Uns mais, outros menos, mas na generalidade, todos temos a originalidade de “gostar de deixar o melhor para o fim”. Por isso, qual extravagância, preferimos começar por comer a côdea da pizza, não nos importamos de comer primeiro os legumes do prato e preferimos até “esgarfalhar” o bolo todo e começar a comer pela parte seca. Tudo isto na impetuosa ânsia de conseguirmos atingir um estado de insana satisfação. Endorfinas e mais endorfinas. É isso que procuramos. O regozijo para a nossa mente e para o nosso bem-estar. Uma ilusão.

Esta patologia seria inocente se apenas existisse em circunstâncias ligadas à gastronomia. Mas não acontece. Reflete-se um pouco por toda a nossa existência.

Guardar o melhor para o fim significa privarmo-nos do desenrolar da nossa vida em troca de algo que rapidamente saciamos. Repito, uma ilusão. Ilusão de acharmos que é aquele pedaço, o último, que nos vai tornar pessoas mais felizes. Egoísmo e masoquismo. Queremos a satisfação plena, criamos expectativas e semeamos a frustração. A fugacidade do instante faz-nos querer mais, quando o mais já não existe. Traçamos um caminho de ganância para maximizar o nosso prazer. Ilusão.

Desde quando o mau não se pode tornar menos mau? Porque é que optamos por nos martirizarmos e viver em função do pedaço que sabe melhor? Porque é que preferimos deixar escapar uma infinidade de momentos em troca de um instante efémero?

Somos seres confundidos pela confusão que nós próprios criamos. O melhor está em todos os momentos. Basta procura-lo e faze-lo acontecer.

Porquê deixar o melhor para o fim?

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Noite, Boa.

A noite torna-me lúcida sem razão.

A razão, essa tem horário diurno e não merece fazer horas extra de noite. Nem pode. Ou deve.

Porque a noite é dos sonhadores, daqueles que ousam pensar e falar em voz alta com a consciência. Dos destemidos que procuram ir para além daquilo que é dado como óbvio. Do tangível e acessível. A noite é dos ambiciosos e audazes que procuram perguntas. Sim, porque as respostas vêm de dia. E na verdade, do que adianta uma mão cheia de respostas para perguntas que nunca fizemos?

A noite é de quem abre os braços às estrelas e faz desenhos com a forma como estão dispersas na tela negra do céu.

A noite é para os curiosos, aqueles que remexem as gavetas do cérebro, desarrumam e fazem mixórdias. É para os bipolares que riem e choram porque sentem-se confusos ao lidar com tantas emoções ao mesmo tempo.

A noite é para perder tempo. No verdadeiro sentido da palavra. Estar acordado, escutar o silêncio. Abrir a janela e sentir a aragem. Sentir a pequenez do indivíduo dentro da imensidão deste Universo.  É para olhar para o Céu e sentir que não estamos sós. Esperar que passe uma estrela cadente e pedir um desejo. Ou mais. Os que eu quiser.

A noite é para reflectir. É para nos conhecermos melhor e ficarmos a vontade connosco próprios. Estudarmo-nos.

A noite é para te ver, para te imaginar e para te tocar se assim me apetecer. Estejas aqui ao meu lado ou estejas longe.

À noite tudo é permitido, e por isso sinto-me livre.

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Menina

Razão e emoção. É como polícia e ladrão 

Razão é castradora. Libertadora é emoção  

Ela corre, dança e canta. Chora sem esperança e sorri sem motivo

Na lembrança de estar vivo e poder ser um dia amado. Ou quem sabe talvez rejeitado

Mas que lhe importa. Criança ingênua, não pede permissão nem toca à porta

Entra de rompante sem pedir justificação. Vivaça, é menina de si mesma.

Busca o desconhecido e persegue o infinito.

Oh criança mimada. Mas quem te mima tanto assim?

Não chores minha menina, que ele não volta.

Acorda do teu sonho, traça a tua rota e caminha. Procura saber antes de sentir, entender antes de fazer.

O baloiço baloiça até a tua força desaparecer.

Nunca te tornes lúcida menina, mas pede-lhe que fique contigo até ao amanhecer. 

Sorri-te

É difícil viver. Nunca ninguém te disse que a tua vida seria fácil, sejas lá tu quem fores. Somos marionetas que vamos obedecendo à imprevisibilidade da vida, a tudo aquilo que nos é extrínseco e que não conseguimos manipular. Se há uma razão, um motivo, um porquê para cada um de nós ter os seus sucessos e fracassos, não me cabe a mim desvendá-lo simplesmente porque não sei. 

Vivemos a vida pesarosos, lamentando isto e aquilo. Andamos pela rua sisudos, de cara fechada, apitamos porque o gajo da frente levou dois segundos a arrancar, corremos pela rua porque apanhámos um trânsito infindável que nos fez chegar atrasados ao trabalho e temos responsabilidades a cumprir. Parece que, desde que saímos de casa, a nuvem escura decidiu acomodar-se mesmo em cima da nossa cabeça. Ao longo do dia pinga, outras vezes parece um dilúvio e outras chega mesmo a trovejar. O sol esse nem ver-se, está sempre encoberto aqui em cima. Traduzimos isto por desabafos como “Isto vai de mal a pior” ou “Epa nada me corre bem”. 

Apesar de todo este inesperado rolar de incidentes, sobre os quais infelizmente temos pouco ou quase nenhum poder, ainda somos donos de nós mesmos. Ainda somos nós que controlamos os nossos pensamentos, os nossos movimentos e comportamentos. Ás vezes deixamo-nos levar pela imprevisibilidade dos acontecimentos e esquecemo-nos que somos seres racionais com capacidade para impedir que as rajadas da vida nos levem até ao precipício. Basta apenas olhar para as coisas com perspectivas diferentes, ou o que a maioria prefere chamar, ser optimista. 

Ser optimista não é fácil, requer disciplina e um grande auto-controlo sobretudo para aqueles que se passeiam sempre com a nuvem chata. Ser optimista, para além de exigir dedicação, exige uma grande maturidade, motivação e auto-estima. Se não gostar minimamente de mim como me valorizo? Tarefa difícil. Ser optimista obriga ainda a passar essa mesma mensagem seja com aqueles com quem convivemos seja com desconhecidos na rua. É agradecer quando me abrem uma porta, esboçar um sorriso ao mendigo que nos mandou para o %&$@ porque não lhe demos uma moeda, é saber apreciar a vida e sobretudo dar-lhe o devido valor. Nunca ninguém disse que seria fácil. Aliás, mais depressa te vão dizer que é impossível e que não vais conseguir do que “tu consegues”. 

Viver é agarrar nos remos e remar contra a corrente até os músculos do braço arderem. Não há ventos favoráveis para quem não tem rumo. A tua individualidade caracteriza-te, procura ser integro e manter-te sempre fiel a ti mesmo. A essência das coisas está na forma como elas são vividas, não no resultado em si. Ninguém disse que seria fácil, mas o teu futuro está em ti, por isso não tentes, faz acontecer.  

 

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Ouvi dizer…

Ouvi dizer...

Quando era pequena lembro-me de jogar ao jogo do telefone estragado. Mas na altura, apesar de inocentemente perspicaz, nunca entendi o porquê daquele jogo. Não existiam regras, não havia o papelinho do: Como fazer ou Objectivo do Jogo como havia em jogos como o Mastermind ou o Pictionary.
Sussurrávamos palavras pelos ouvidos uns dos outros e o resultado era sempre o mesmo: Chegava à terceira pessoa e em vez de “comprei um vestido” já se sussurrava “lanchei um batido”. E eu, inconformada, questionava-me como é que era possível os meus amigos confundirem coisas tão distintas? Talvez ouvissem mal ou talvez eu não tinha sido muito clara no que havia dito. E ficava aborrecida porque nunca um jogo do telefone estragado chegava ao fim com a frase inicial.
Uns anos mais tarde revejo a utilidade do jogo e a sua fácil aplicação na vida adulta. Chamo-lhe o “Diz que disse”. O espírito curioso inato e enraizado no povinho português que quer ter resposta para tudo e quer saber tudo sobre todos. Umas verdadeiras porteiras do rés-do-chão! Queremos dar fé de tudo o que se passa. Seja do vizinho do 1º andar, seja daquele tipo que tem um cão mal cheiroso que faz as necessidades à porta do prédio. Pode até ser a pessoa mais desinteressante mas temos que descobrir porque é que a senhora do 3º andar foi comprar tanta mobília ao IKEA. Será que vai mudar de casa? Deve estar cheia de dinheiro para andar em mudanças!
O mais incrível de tudo é que temos sempre opinião para tudo. Julgamos quem não conhecemos e apontamos o dedo muitas vezes sem motivo. Seja qual for o assunto, a nossa bisbilhotice está alerta e os nossos ouvidos são capazes até de ouvir os carros a passar na Ponte 25 de Abril a 20km de distância. E depois é fácil, segue-se a fase do “corte-e-costura” em que boca a boca, vamos praguejando aquilo que achámos que vimos ou ouvimos dizer. E como quem conta um conto acrescenta um ponto, as realidades vão se distorcendo e tornam-se autênticas telenovelas da TVI em que eles-não-podem-namorar-porque-afinal-são-irmãos-porque-são-filhos-do-mesmo-pai-que-ao-mesmo-tempo-está-envolvido-com-a-tia-irmã-da-mãe.
Encontrei esta imagem, e a leitura que faço dela é exactamente esta que expus. Se alguém tem uma interpretação diferente elucide-me sobre a mesma.
Talvez estejamos a precisar de um Hearwash para além de um Brainwash ou então, o pacote 2 em 1. Venha ele.

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Subconsciente desleal

Os sonhos são traiçoeiros. Deixam-nos baralhados, confusos e pensativos. Acordados, conseguimos ter controlo sobre a maioria das coisas. Apesar de difícil e exigir alguma técnica, conseguimos controlar os pensamentos e as reflexões que a nossa mente decide criar inesperadamente. “Ok acalma-te e abstrai-te disso, não penses mais no assunto”, por mais insistente que seja a nossa cabecinha, se nos alhearmos de tudo, se estivermos ocupados, o assunto passa quase despercebido até ao momento que já quase nos esquecemos dele.
Normalmente gosto de comparar esta massa cinzenta a uma grande estante, com muitas gavetas que servem de albergue a uma ilustre quantidade de documentos e pastas. E neste aspecto até sou bastante organizadinha, tenho as coisas mais ao menos bem arrumadas: Há a pasta cuja documentação já expirou a validade, os assuntos pendentes, os casos arquivados e encerrados e há também uma gaveta com um símbolo de proibido uma vez que a sua leitura/reflexão pode originar crises profundas que prefiro evitar. Em cima da estante estão as folhas das ocorrências actuais que vão passando por um processo de avaliação, moroso ou não, mas que acabam por ir sempre parar a uma das gavetas.
À noite, o meu subconsciente adora divagar, adora criar histórias e enredos irrealistas. E por isso, decide ir desarrumando as minhas gavetas até ficar a maior choldra possível de se imaginar. Há papelada espalhada por todo o lado e a sensação no dia seguinte é de estranheza. Assuntos que estavam tão bem engavetados, de um dia para o outro, voltam à tona e é tudo tão desconcertante.
Por mais passado que o passado esteja, continua a parecer-me recente e consigo viver cada minuto como se fosse hoje. Cada desabafo, cada abraço, cada tudo. E sou assombrada por uma incomodante frustração que me acompanha até voltar a ter paciência e cabeça, literalmente, a voltar a pôr tudo no sítio.
A solução? Essa não existe… A menos que decida comprar uma trituradora de papel que consiga rasgar em mil pedaços estas extensas narrativas. Mas e as memórias? Essas vão continuar a deambular por aqui…

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Motivational Quotes

Hoje vou partilhar 32 frases que fazem parte do: Top 32 Quotes Every Entrepreneur Should Live By

Porque às vezes tendemos a baixar a cabeça, escapar aos obstáculos que se cruzam à nossa frente seja por medo, falta de confiança, insegurança ou até mesmo preguiça.

1. “The best way to predict the future is to create it.”
– Peter Drucker

2. “Winners never quit and quitters never win.”
– Vince Lombardi

3. “Your time is limited, so don’t waste it living someone else’s life. Don’t be trapped by dogma – which is living with the results of other people’s thinking. Don’t let the noise of other’s opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.”
– Steve Jobs

4. “My biggest motivation? Just to keep challenging myself. I see life almost like one long University education that I never had — everyday I’m learning something new.”
– Richard Branson

5. “Every time you state what you want or believe, you’re the first to hear it. It’s a message to both you and others about what you think is possible. Don’t put a ceiling on yourself.”
– Oprah Winfrey

6. “It’s fine to celebrate success but it is more important to heed the lessons of failure.”
– Bill Gates

7. “It takes 20 years to build a reputation and five minutes to ruin it. If you think about that, you’ll do things differently.”
– Warren Buffett

8. “One of the huge mistakes people make is that they try to force an interest on themselves. You don’t choose your passions; your passions choose you.”
– Jeff Bezos

9. “I have not failed. I’ve just found 10,000 ways that won’t work.”
– Thomas Edison

10. “Logic will get you from A to B. Imagination will take you everywhere.”
– Albert Einstein

11. “As long as you’re going to be thinking anyway, think big.”
– Donald Trump

12. “Success is walking from failure to failure with no loss of enthusiasm.”
– Winston Churchill

13. ”Genius is 1% inspiration, and 99% perspiration.”
– Thomas Edison

14. “Twenty years from now you will be more disappointed by the things that you didn’t do than by the ones you did do. So throw off the bowlines. Sail away from the safe harbor. Catch the trade winds in your sails. Explore. Dream. Discover.”
– Mark Twain

15. “The price of success is hard work, dedication to the job at hand, and the determination that whether we win or lose, we have applied the best of ourselves to the task at hand.”
– Vince Lombardi

16. “If you cannot do great things, do small things in a great way.”
– Napoleon Hill

17. “I don’t know the key to success, but the key to failure is trying to please everybody.”
– Bill Cosby

18. “Success is not what you have, but who you are.”
– Bo Bennet

19. “Entrepreneurship is living a few years of your life like most people won’t so you can spend the rest of your life like most people cant.”
– Warren G. Tracy’s student

20. “To win without risk is to triumph without glory.”
– Corneille

21. “Keep away from people who try to belittle your ambitions. Small people always do that, but the really great make you feel that you, too, can become great.”
– Mark Twain

22. “There is only one success- to be able to spend your life in your own way.”
– Christopher Morley

23. “Whatever the mind can conceive and believe, the mind can achieve.”
– Napoleon Hill

24. “Success is not the key to happiness. Happiness is the key to success. If you love what you are doing, you will be successful.”
– Albert Schweitzer

25. “What is not started will never get finished”
– Johann Wolfgang von Goethe

26. “When you cease to dream you cease to live.”
– Malcolm Forbes

27. “Formal education will make you a living; self-education will make you a fortune.”
– Jim Rohn

28. “The most valuable thing you can make is a mistake- you can’t learn anything from being perfect.”
– Adam Osborne

29. “A leader is one who knows the way, goes the way, and shows the way.”
– John C. Maxwell

30. “The function of leadership is to produce more leaders, not more followers.”
– Ralph Nader

31. “Choose a job that you like, and you will never have to work a day in your life.”
– Confucius

32. “Your most unhappy customers are your greatest source of learning.”
– Bill Gates

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Murmúrios

Pé ante pé ela chega de mansinho. Normalmente custa-nos a dar por ela, mas quando aparece, ela gosta de mostrar a sua imponência.
Era Verão e a praia estava com as ondas habituais, o sol brilhava e reflectia a luz na água do mar. Tudo parece calmo e sereno, tudo está bem à nossa volta. Sentimo-nos livres, completos e com vontade de sorrir para o mundo. Estamos felizes e tudo o que nos rodeia é belo. É tudo tão perfeito que queremos que tudo se eternize. O toque, o beijo, o olhar. Foge-nos a razão e agimos porque “sim”. Um abraço julga-se infinito e um sussurro ecoa no nosso ouvido durante semanas. Não há noites mal dormidas e não há má disposição matinal. Vivemos num período de ataraxia que nos parece maravilhoso até esse dia chegar.
Sopra um vento forte e frio, a noite deixou de ter estrelas e a praia ficou vazia. O embate do vento foi tão agressivo que a janela se abriu tal qual um filme de terror. O sobressalto deixa-nos acelerados, o coração dispara e sentimos um vazio. O cérebro congela, não conseguimos pensar, nada faz sentido. Questionamos tudo, como se tivéssemos acordado de um coma profundo. Sabemos quem somos mas não sabemos o que nos aconteceu. Chovem porquês, multiplicam-se pensamentos. A razão está finalmente de volta. Sentimo-nos frios, fracos e distantes. Não nos conseguimos encaixar nesta nova realidade, é demasiado doloroso tudo isto.
Queremos apontar o dedo, queremos saber quem foi o responsável. Vai custar, mas temos que admitir. Ela chegou, pé ante pé, de mansinho. Mostrou a sua imponência. Chegou a Ilusão.
 
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Este foi um take 2 de um texto que escrevi há uns meses. Normalmente quando sinto as coisas e as deito cá para fora na altura, saem do forno muito mais sentidas e com uma carga emocional muito mais forte. Só que, parece que as tecnologias não me adoram e o computador decidiu apagar todos os meus textos por isso, este vai ficar por aqui eternizado. Não me desiludas internet. 
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Assim se começa

Consciente de que a revolução tecnológica e digital melhorou significativamente a vida de 99,9% da população que habita o planeta Terra (inclusivamente a minha), acho que conseguiria abdicar de todas estas regalias. Quem sabe, viver sem internet, sem televisão e sem telemóvel. Pegar na caneta e escrever no papel em vez de martelar com os dedos nas teclas deste computador. Preferia pegar num lápis de carvão e rabiscar tudo aquilo que me vai na cabeça no momento em vez de ter mil e quinhentos programas para o mesmo fim. Ficariam menos perfeitos? Menos bonitos? Não gosto que se definam conceitos. Preferia pegar em livros, instruir-me, viajar nas histórias e dar largas à minha imaginação criando os “meus” personagens, à luz da forma como os imagino e pinto na minha cabeça. Preferia que, quando tivesse uma dúvida, dar-me ao trabalho de pegar numa enciclopédia, num dicionário, num livro. Mas o facilitismo instalou-se, tudo isso parece ter perdido utilidade, tornamo-nos preguiçosos.

Classifico este blog de inútil. Citando o que diz no dicionário de bolso: inútil – adj. não útil, improfícuo, desnecessário, sem préstimo. Infelizmente não vão ser os meus pensamentos partilhados, as minhas frases citadas que vão fazer do mundo, um mundo melhor. Que vão eliminar a hipocrisia e a falsidade que por aí se vende a custo zero. E por isso, isto nada tem de útil. Vou partilhando, na minha irregularidade e falta de compromisso, de tempo a tempo, quando me apetecer, aquilo que me despertar interesse e curiosidade. Opinar sobre outras tantas coisas inúteis. Consciente da minha exposição, vou debitando palavras. Este blog não é nada mais do que isso. Colocar em palavras a mixórdia que vai passeando por aqui.